segunda-feira, 20 de outubro de 2014

1956 - A salsicha, a cobra e o biquíni sumaríssimo

Em fins de 1956, Suzy King protagonizou uma das mais pitorescas confusões em que teve seu nome envolvido (ou seria melhor dizer - que promoveu?).
Tudo começou quando Suzy King mandou sua empregada comprar salsicha em uma mercearia de sua rua.
A salsicha, dizia Suzy King, estava num estado deplorável e além disso tinha lhe custado muito cara pela  má qualidade que apresentava.
Furiosa, foi reclamar na mercearia. Não recebendo a atenção desejada e se sentindo maltratada, foi reclamar na Delegacia de Economia Popular, onde novamente não recebeu a atenção que queria e se sentiu maltratada.
Sendo assim, lhe restava a imprensa. E foi a ela que Suzy King recorreu, recebendo modesta atenção.


Correio da Manhã, 11 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional







Última Hora, 12 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional

Mas "modesta atenção" não bastava para ela, que queria levar a público sua reclamação. E Suzy King foi à luta.
Trajando o que a imprensa chamou de biquíni sumaríssimo e acompanhada de duas cobras, Suzy King foi à Praça Tiradentes, onde protagonizou um pequeno comício no qual falava de sua revolta aos transeuntes.
Seu método era simples - Suzy King improvisava bailados com suas cobras até reunir ao seu redor um número de gente que considerasse suficiente. Conquistado o público, Suzy King expunha o que já dissera à imprensa, porém acrescentando novos detalhes - a alimentação de suas cobras andava cara e se vira obrigada a alimentá-las com salsichas. Vítima da salsicha podre que comprara, sua cobra Café Filho havia morrido. E Suzy King explicava que pedira ao dono da fábrica de salsichas o pagamento de um valor que lhe compensasse a perda e que não fôra atendida, motivo pelo qual tinha ido às ruas fazer o seu protesto.
Em meio às expressões e gestos escandalosos com que Suzy King contava sua história, um senhor que a tudo assistia, se sentindo moralmente ofendido, se pôs a discutir com ela, o que desencadeou grossa confusão, durante a qual não faltou quem tentasse, inclusive, despir completamente Suzy King.
Um guarda municipal que passava por ali, na intenção de botar fim ao tumulto, se aproximou de Suzy King e foi atacado por uma das cobras, de nome Padilha, que assustada com a confusão tentava se defender, atacando, em seguida, a própria Suzy King.
Suzy King e o guarda foram levados ao Pronto Socorro e depois à Delegacia.



Registro de ocorrência, antigo 10º Distrito Policial
Fonte: Arquivo da Polícia Civil do Rio de Janeiro





A Noite, 13 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional







Correio da Manhã, 13 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional



Diário Carioca, 13 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional






Diário da Noite, 13 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional


Imprensa Popular, 13 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional





Luta Democrática, 13 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional








O Dia, 13 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional




 O Globo, 13 de novembro de 1956
Fonte: Acervo O Globo






O Jornal, 13 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional

 
Tribuna da Imprensa, 13 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional




Última Hora, 13 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional



Fonte: Fundo Diários Associados, Arquivo Público do Estado de São Paulo




Suzy King fotografada por Milagres
Fonte: Fundo Última Hora, Arquivo Público do Estado de São Paulo




Suzy King fotografada por Monteiro de Barros
Fonte: Fundo Última Hora, Arquivo Público do Estado de São Paulo


Diário de Pernambuco, 15 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional



Diário da Noite, 16 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional



Correio da Manhã, 18 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional

Não contente com a repercussão de seu comício, Suzy King quis chamar atenção para o caso ainda mais uma vez alguns dias depois, através do jornal "Última Hora", em matéria sob o chamativo título "O dono da fábrica de salsichas "peitou" um homem para matar-me!", fechando com chave de ouro o exótico episódio.







Última Hora, 20 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional



Fonte: Fundo Última Hora, Arquivo Público do Estado de São Paulo



Última Hora, 25 de novembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional


Última Hora, 07 de dezembro de 1956
Fonte: Biblioteca Nacional

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